domingo, 22 de maio de 2011

Muito mais do que um jogo

Opa, é com um misto de felicidade e de tristeza, que percebo que faltam apenas poucas semanas para acabar mais esta etapa da minha vida. Quando me refiro a etapa, é por acreditar que este período aqui nos Estados Unidos, é apenas o começo ou recomeço de tudo. No Brasil, não quero ficar muito tempo parado, sem fazer fisioterapia, somente assim darei continuidade a minha recuperação.

Neste final de semana, a convite dos meus treinadores do Project Walk, fomos a um jogo de beisebal em San Diego. Confesso que dos esportes mais populares por aqui, o beisebal estava bem no fim da minha lista dos preferidos. Mas como jornalista e principalmente por ser apaixonado por esporte, resolvi conferir.

Logo nas redondezas do estádio, pela organização e principalmente pela educação dos funcionários, já era possível ver que a noite seria muito agradável e divertida. O time da cidade é o San Diego Padres, que não está entre os melhores da MLB (Liga americana de Beisebal), mas conta com uma torcida fiel e aparentemente apaixonada.

A relação entre torcida e time, não passa nem perto da que encontramos no Brasil, com o fanatismo pelos times de futebol. Primeiro porque o perfil do torcedor que frequenta o estádio é outro, muitos são jovens, mas na maioria são famílias com crianças pequenas e idosos. Além disso, pelo que percebi, apesar do resultado ser relevante, ele não passa nem perto de ser algo que influencie nesta relação com o time. O jogo, acima de tudo, é um momento para se divertir e comer. Aliás, no estádio é possível comer e beber de tudo, e é o que mais eles fazem durante as quase três horas de jogo.


Eu nunca entendi direito as regras do beisebal, acho que por nunca ter me esforçado para isso. Mas no estádio é bem mais fácil compreender o jogo, que apesar de monótono em determinados momentos, é bem divertido.

Outra questão que vale a pena ressaltar é a educação e o respeito por parte do público. Rampas de acesso, elevadores e funcionários capazes de auxiliar em caso de dúvidas, são facilmente encontrados por todo o estádio. Nem é necessário solicitar, ao verem que você está perdido ou com alguma dificuldade, rapidamente eles se aproximam e oferecem ajuda. Esse comportamento não se limita apenas aos funcionários do estádio, mas também aos torcedores. A solidariedade por aqui parece ser algo que se aprende desde cedo.

O momento do hino nacional é simplesmente emocionante. Já havia visto pela tv diversos casos e sempre adimirei o patriotismo norte americano. Mas ao vivo é algo diferente. O silêncio impressiona e ninguém, absolutamente ninguém desrespeita. Depois de presenciar tal fato, fico me perguntando como será na copa do Mundo, em 2014 no Brasil, aonde não temos o hábito de sequer respeitar o nosso hino, imagine o dos adversários.

Definitivamente esta foi uma experiência fantástica, que jamais esquecerei e espero repetir sempre que tiver a oportunidade. Com certeza foi muito mais do que um passeio, foi uma verdadeira aula de cidadania.

Abaixo segue um breve vídeo com imagens do estádio.

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