"It does no matter how slowly you go, so long as you do not stop". Confucius

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Tudo no seu momento

Opa, voltei, mesmo sem muitas novidades. Na verdade apenas uma. Lembram da autoescola e da luta para que eu consiga tirar novamente a minha carteira de motorista? Então, após fazer as aulas práticas obrigatórias, resolvi esperar um pouco para fazer a prova. Decidi assim por achar que ainda não estava pronto. Eu estava ficando cansado demais após dirigir por pouco tempo, me faltava força.

Com isso, resolvi adaptar o carro aqui de casa para praticar um pouco mais e além disso para que, na hora da prova, já a faça no meu próprio carro. Afinal, o da autoescola, apesar de ser adaptado, não foi feito exclusivamente pra você.

O que está me atrapalhando é que há quase dois meses estou com uns probleminhas de saúde (os quais já me referi em post anterior) que dificultaram tudo. Me impossibilitando inclusive de praticar e até de fazer exercícios de fisioterapia que eu rotineiramente fazia em casa para fortalecer a musculatura.

O problema ainda está sendo resolvido, aliás hoje começo a tomar o meu quarto antibiótico seguido, quase um recorde. Desta vez além de comprimidos via oral, também farei 10 injeções, uma por dia. Nunca na história desse país se viu uma bactéria tão resistente, deve ser mutante. Paciência, como dizem: o que não tem solução, solucionado está. Embora espero que isso se resolva o mais rápido possível.

No mais sigo levando. A saga dos concursos públicos continua, na verdade não aguento mais ler a Constituição Federal, Regimentos Internos entre outros. Na verdade, bem lá no fundo eu até que gosto. A cada parágrafo me impressiono mais com a nossa constituição, ela é quase perfeita. Como afirma um saudoso professor, se um ET chegasse ao Brasil, lesse nossa Constituição e visse como funciona na prática, ele dificilmente associaria tal regimento ao país de origem. Sem falar de determinados artigos, dignos dos melhores comediantes de stand-up, mas isso rende assunto para um próximo post, então fui ;)

"It's better to explain why you failed than explain why you never tried".

Na vitrola:

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Cada um com seus problemas

Hoje vi uma manchete que me chamou bastante a atenção, por motivos óbvios: "Jovem que ficou tetraplégica após acidente em piscina fica sem comer até a morte". O caso é muito parecido com o meu pelo modo do acidente, mas também pela idade. Christine Szymanski, americana, tinha 25 anos quando mergulhou em uma piscina e acabou ficando tetraplégica, em 2005, um ano antes do meu acidente.

O fato é que seis anos depois, Christine resolveu dar um fim aos problemas de sua limitação. Como? Acabando com a própria vida. Porém, antes de tal decisão ela partiu para o lado ativista que quase todo cadeirante parte e lutou, entre outras coisas, pelas pesquisas com células-tronco.

Porém, com o passar do tempo a gente se cansa de dar soco em ponta de faca. É angustiante perceber a nossa incapacidade de fazer alguma coisa quando o objetivo final é muito maior do que nós. Digo isso não só pelas células-tronco, mas também pelo o exemplo das campanhas de acessibilidade que encontramos pelo Brasil. Por mais barulho que se faça, nada é resolvido, nada muda.

Para Christine o cansaço veio em forma de desistência. Foi quando começou a se informar sobre o suicídio assistido. Ela fez duas avaliações psicólogicas, consultou-se com diversos médicos e visitou advogados. No fim das contas, com a aprovação de quase toda a família, resolveu simplesmente parar de se alimentar até a morte, num processo que durou dois meses. Ela faleceu em 1º de dezembro de 2011.

A jovem também tinha um blog, o "Life Paralyzed", onde relatava toda a sua história e motivos por fazer o que fez. "Eu me faço a pergunta: Será que realmente vale a pena viver? Não pelas razões de qualquer outra pessoa, ou por qualquer outra pessoa em si, mas por mim. Eu já sofri o suficiente. Cheguei a um ponto que penso se eu não estaria só prolongando minha própria dor" escreveu Christine, em um trecho do seu blog.

Jamais devemos julgar alguém por suas atitudes. Se o que ela fez está certo ou errado somente ela ou no máximo seus familiares poderão saber. Cada um têm seus problemas, cada um sabe até onde os suportará, qual é o limite. Eu pensei ter atingido o meu limite mais de uma vez. Por algum motivo continue e vi que aquele ainda não era realmente o meu limite. Por isso, acredito entender perfeitamente todas as razões e os motivos da atitude tomada por Christine.

O que realmete gostaria é que ninguém julgasse as atitudes tomadas pelas pessoas, por mais drásticas que elas sejam. Se cada um cuidasse apenas dos seus problemas, com certeza eles seriam menores e o mundo um lugar bem melhor de se viver.

Clique aqui para ler a matéria.

"O que pode satisfazer uma pessoa, pode não satisfazer o outro. Ao contrário, o que pode parecer insuportável para alguns, pode parecer razoável para os outros"
Christine Szymanski

Na vitrola:

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ausência justificável

Primeiro quero me desculpar pela ausência do blog, mas ela foi por motivo justificável: saúde. Pois é, as últimas semanas foram das piores que passei desde o meu acidente. Na verdade nunca tive problemas com dor ou qualquer outra coisa relacionada a minha lesão. Até mesmo gripe é difícil me pegar, uma por ano e olhe lá. O problema é que quando algo acontece parece valer pelo ano inteiro, se potencializa a enésima potência, sem dó nem piedade.

Dessa vez tudo começou com uma suspeita de infecção urinária. Algo chato, mas muito comum entre quem tem lesão semelhante. Porque? Simples. Quem esta na cadeira e realiza o cateterismo como forma de auxílio para esvaziar a bexiga, acaba também facilitando a entrada de bactérias. O que é normal e controlável. A bexiga acaba habitada por uma quantidade de bactérias, mas que em número pequeno não interferem nem causam problemas ao paciente. O problema ocorre quando essas "maledetas" bactérias resolvem fazer festa, chamar os amiguinhos e se múltiplicarem na bexiga do pobre deficiente.

Isso ocorrido, aí a coisa complica, literalmente. Febre, dores de cabeça, enjoos, tonturas, dores pelo corpo, alteração no sistema urinário... são alguns dos efeitos. O tratamento porém é simples. Aliás antes disso, faz-se um exame de urina e comprova-se se é realmente infecção, qual o tipo de bactéria e receita-se o antibiótico adequado, geralmente para ser tomado durante 10 dias de 12 em 12 horas. Simples, porém em mim, antibiótico já não tem tanta potência assim, acredito que devido a enormidade de vezes que já tive que tomar ao longo desses 5 anos.

Então, tentando resumir o quase irresumível, desde que suspeitei estar com infecção urinária até hoje, já estou no 3º antibiótico seguido e até o momento sem efeito. Pois é, no 3º. Cada um em média por 10 dias. Fica fácil fazer as contas e justificar a minha ausência pra vocês.

Se reapareci aqui quer dizer que melhorei? Infelizmente ainda não. Esse é um daqueles momentos (que aliás surgiu exatamente às 3h20 da manhã, hora em que vos escrevi este texto) em que tenho espasmos de lucidez e descanso dos sintomas, não sei bem o porque, mas agradeço a folga.

Ainda restam 5 longos dias desse antibiótico, espero ser o certo dessa vez e que tudo volte a ser como era antes, caso contrário será necessário uma internação. O que do fundo do coração quero evitar por inúmeros motivos.


"I know god won't give me anything that I can't handle. I just wish that He didn't trust me so much."

Na vitrola:

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Doações para o próximo domingo

Opa, conforme combinado, seguimos com a ideia de efetuarmos doações mensais ao orfanato Nosso Lar. A de janeiro, está marcada para o próximo domingo, dia 29. O problema é que ainda não conseguimos muita coisa, na verdade quase nada. Sei que a maioria que não ajuda, não é por falta de condições, mas sim de tempo. Por isso, reforço que, caso tenha algo para doar entre em contato conosco e daremos um jeito de ir buscar. Não sou só eu que estou nessa campanha, tenho amigos ajudando que moram em diferentes pontos de Brasília, o que facilita na busca dependendo de onde você mora.

Além da lista abaixo, brinquedos e roupas de crianças também são de grande ajuda. Mesmo arrecadando pouco, não pretendemos desistir assim tão facilmente, afinal, o pouco de alguns pode ser o muito de outros.

Segue a lista:

Necessidades para brincadeiras pedagógicas das crianças

:- Baldinho para parquinho
- Tinta para pintura de rosto
- Tinta guache
- Quebra-cabeças com peças grandes
- Massa de modelar
- Bola
- Giz de cera (grosso)
- Cola escolar pequena
- Tesoura sem ponta

- Canetinha
- Caneta hidrocor
- Papeis diversos: camurça, seda, laminado, crepon, criativo, cartolina dupla face e etc.

Necessidades para Primeiros Socorros

:- Curativo tipo Band AID
- Esparadrapo
- Gase

- Termômetro
- Merthiolate 

Leites especiais e alimentos
- Aptamil pepti

- Pregomin/ alergomed

- Mucilon
- Cremogema
- Gelatina

Higiene pessoal:



- Shampoo para bebê
- Hidratante infantil
- Condicionador
- Sabonete de bebê

- Roupas para crianças de 0 a 6 meses
- Roupas para meninas de 2 a 6 anos

Caso preferir, clique AQUI e confira no site do Nosso Lar outras formas de ajudar. Para quem for de fora do Distrito Federal, existem sites que possibilitam a compra online e efetuam a entrega no local desejado. Falem conosco e repassaremos nossos endereços.

Contatos:
Facebook:
/fabiohfgrando ou /leonardopaulaa
Twitter: @fabiogrando ou @leonardopaula

"As Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas. O tempo passa e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais"

Bob Marley

Na vitrola:

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Festa estranha com gente esquisita

Opa, é só impressão minha ou essa semana foi cheia de notícias no mínimo estranhas? Começamos com um suposto estupro sendo transmitido ao vivo na televisão, depois uma tal de Luiza que estava no Canadá, já teve uma mulher fingindo estar grávida de quadrigêmeos e por fim uma lei americana que tenta acabar com a pirataria na internet? Com todo respeito, acho mais fácil a Luiza ser estuprada na tv canadense e voltar grávida de quadrigêmeos, do que conseguirem "censurar" a internet.

Pra ser sincero, 2012 começou bem estranho. Recém chegamos na metade de janeiro e se analisarmos, podemos fazer uma retrospectiva quase mais interessante (leia-se bizarra) que a do ano passado inteiro. 

Pensem comigo, até mulher com duas vaginas já apareceu. Acho que estou começando a entender o porque da profecia que o mundo acabará esse ano. Com tanta coisa esquisita acontecendo, até chego a lamentar que a data prevista para a catástrofe seja apenas no mês de dezembro. Afinal, nesse ritmo, começo a achar que o fim do mundo será o menor dos nossos problemas ;)

Perdeu alguma coisa?

 "
As long as you can laugh at yourself you will never cease to be amused." 
Na vitrola:

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Aprendemos a parar na faixa e só

Opa, mais um caso de desrespeito, dessa vez enviado pelo amigo Renato Malcotti e infelizmente, mais uma vez em Brasília. Justo na capital do país, onde tantos se orgulham por ser uma das únicas cidades brasileiras a respeitar a faixa de pedestres, mas parece que foi só o que os motoristas daqui aprenderam. Parar na faixa de pedestres: ok, mas em vagas reservadas para pessoas com deficiência NÃO.


As fotos foram tiradas no dia 6 de janeiro, por volta das 16h, na comercial da quadra 415 sul. Mais uma vez, antes de sair divulgando fotos e placas por aí, foi checado se os carros tinham a credencial para ocupar a vaga e nada foi encontrado. 

Porém, o curioso deste vez foi o intervalo de tempo entre as duas fotografias. O primeiro a desrespeitar foi o carro da esquerda. Menos de 10 minutos depois, foi a vez do outro, também sem a devida autorização, ocupar irregularmente a vaga. 

Já disse várias vezes e volto a afirmar que, enquanto não tiver uma fiscalização intensa, com multas pesadas e reboque dos carros que descumprirem a lei, nada vai mudar. O Brasil é um país com leis maravilhosas e cheias de boas intenções, o problema é que não conseguimos colocá-las em prática.

"A maioria dos fracassos acontecem porque as pessoas não são capazes de enxergar quão perto estavam do sucesso"

Na vitrola:

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A arte de reclamar

Estou começando a achar que determinadas pessoas sentem prazer em reclamar. Juro que não é nada direcionado à alguém especificamente, mas basta entrar nas redes sociais para perceber tal fato. Qualquer novidade, qualquer assunto vira motivo para reclamação. Veja bem, reclamar é válido, eu mesmo reclamo diariamente da acessibilidade por exemplo. O problema é reclamar de uma coisa que não você pode mudar. Aqui em Brasília particularmente, se chove é porque chove demais, se está na época da seca é porque está seco demais. E é sempre assim. Entra ano, sai ano, e a mesma ladainha se repete.

A moda do momento é o Big Brother Brasil. É incrível, todo mundo reclama. Custo até a entender de onde vêm a enorme audiência do programa, afinal, ninguém assiste ou pelo menos assume que assiste. Bastou o programa entrar no ar para dominar todas as mídias. 

Por mais estranho que possa parecer, a maior divulgação do BBB, é feita justamente por aqueles, que se julgam intelectuais demais para assistir o programa (pelo menos é o que se esforçam para demonstrar) e passam o dia "postando" críticas aos que assistem e ao conteúdo exibido por ele. Faça o seguinte teste: entre no seu Facebook ou Twitter e repare as postagens dos que assistem, com as dos que dizem não assistir. Garanto que a maioria será de pessoas contrárias ao programa.

Que eu saiba, assistir a um determinado programa de TV não define a inteligência de ninguém, muito menos serve de parâmetro para qualquer comparação. Sinceramente, não vejo diferença alguma entre uma pessoa que assiste novela ou acompanha um seriado, para quem gosta do Big Brother. É tudo farinha do mesmo saco. Veja bem, não estou criticando ninguém, muito pelo contrário, eu inclusive me incluo no meio dos que assistem diversos seriados.

Não gostar disso ou daquilo não tem problema algum. Como disse um amigo, "Gostar de BBB não é sinal de burrice, assim como não gostar não é sinal de inteligência". Agora se você não gosta, a solução é simples, ignore o dito cujo. Mude de canal, vá ver um filme, leia um livro se for o caso. Qualquer que seja a sua escolha, será melhor do que ficar revoltado com aqueles que assistem e comentam a respeito. A frase é batida, mas verdadeira: Gosto não se discute, se tolera, se aceita. 

"Grandes mentes discutem idéias; mentes médias discutem eventos; mentes pequenas discutem pessoas".
Eleanor Roosevelt

Na Vitrola:
 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cadê a educação?

Opa, eu juro que fico até ansioso para escrever sobre coisas positivas voltadas para a acessibilidade. O problema, é que os casos que vejo são na grande maioria de problemas e não de soluções. O que fazer? Só resta denunciar e continuar divulgando. Quem sabe algum dia as coisas mudam.

Desta vez, recebi as fotos de dois amigos. O primeiro caso foi enviado pelo Leonardo Alencar, também cadeirante que conheci ainda quando estava internado no Sarah em 2009. A foto foi tirada pelo Leonardo na Ford do Taquari, na subida do Colorado próximo a Sobradinho no Distrito Federal.

O carro de test-drive, da própria empresa, o que não justifica, estava há dias estacionado na vaga reservada para deficientes. Leonardo contou ainda que chegou a ir na concessionária para comprar um carro, mas ao ver o desrespeito, desistiu. Segundo ele, ao questionar o vendedor sobre a situação, ouviu o seguinte: "Se você quiser eu falo com o gerente para poder retirar o carro da vaga". Como é? Se a gente quiser? Que absurdo, é claro que a gente quer. Infelizmente, é bem assim que acontece. Eles poderiam até ter retirado o veículo da vaga, mas com certeza no dia seguinte, lá estaria ele novamente no local reservado.

O outro caso recebi do amigo Hugo Santarem, também em Brasília. O carro estacionado, aparentemente em uma vaga reservada. Não da pra saber por não ser possível ver a pintura no chão, mas com certeza ele está bloqueando uma rampa de acesso. A julgar pelo desenho enorme na porta, demonstrando ser uma entrada para deficientes.

Lamentável, mas infelizmente muito comum. Se saírmos a procura de casos de desrespeito como esses, em um dia seria possível fotografar centenas. Mas de quem é a culpa? Acredito ser principalmente das pessoas pela falta de respeito e da ausência de fiscalização para multar e/ou rebocar os infratores. Só nos resta esperar pela boa vontade do povo em mudar as atitudes. Ainda bem que já estou sentado para esperar.

"Nesta vida, nem sempre podemos fazer coisas grandes. Mas podemos fazer coisas pequenas com grande amor."
Madre Teresa
Na vitrola: