segunda-feira, 19 de abril de 2010

Na última sexta-feira, o programa Globo Repórter exibiu uma série de reportagens sobre o tratamento com células tronco. Em uma delas, o assunto foi relacionado a pessoas que ficaram para ou tetraplégicas. Como já haviam me perguntado o porque de não optar por uma cirugia ao invés do Project Walk, achei interessante tentar explicar meu ponto de vista.

Em primeiro lugar não condeno quem fez ou quem está pensando em fazer a cirugia com células tronco. Só quem passa por situação semelhante sabe como é dificil vislumbrar alguma chance de recuperação e não ir atrás, não arriscar.

Bom, antes de optar pelo Project Walk, eu conversei com pessoas que já fizeram a cirugia, me informei sobre as alternativas de tratamento na China, em Portugal e nos Estatos Unidos.

Na china e em Portugal são realizadas cirugias com células tronco. A diferença é que na China, é realizada uma cirugia com células tronco embrionárias e logo após, o paciente volta para casa. Em Portugal, também são utilizadas células tronco, mas olfativas e retiradas do próprio paciente e após a cirugia eles recomendam que o paciente passe algum tempo em uma clínica de fisioterapia.

Já nos Estados Unidos, no Project Walk, não é realizada nenhum tipo de cirugia, são apenas exercícios, fisioterapia intensiva com um método inovador, desenvolvido por eles.

Como disse, não condeno quem optou por fazer a cirugia, se eu pudesse, optaria pela cirugia em Portugal e depois iria para o Project Walk. Mas o custo de tudo isso ficaria muito elevado. Por isso e pelo rápido desenvolvimento das pesquisas nos últimos anos, resolvi esperar um pouco mais pela cirugia e investir em fisioterapia, em tentar recuperar alguns movimentos que me possibilitem uma maior independência.

Voltar a andar é um sonho, que acredito que ainda será realizado. Mas se ao voltar do Project Walk eu conseguir recuperar alguns movimentos que me possibilitem fazer um alívio na cadeira para que eu possa ficar mais tempo sentado e consequentemente voltar a trabalhar ou que eu consiga sair da cama pra cadeira sozinho, já sera uma vitória, já terá valido a pena.

Quem convive de perto com alguém nesta situação sabe como qualquer melhora, por menor que seja, pode mudar a vida de uma pessoa. Por isso minha opção e acima de tudo minha fé em crer que eu ainda posso e vou melhorar mais.

=]

4 comentários:

Gabriel disse...

Tô contigo, Fábio. Sua escolha faz realmente sentido para quem passou por algo semelhante, como eu. Portugal seria a melhor opção, mas vamos deixar a pesquisa amadurecer um pouco, né? Fisioterapia intensiva parece-me a melhor opção para atingir os resultados que você busca. Mas você viu o programa inteiro? Me disseram que esse programa falou também do uso das células-tronco na Esclerose Múltipla. Confere? Eu não cheguei a assistir. Um abração, estamos com você!

Gi disse...

Não que tenha algo com isso mas acho que ... vc está certo de esperar. Vc é novo e as pesquisas estão adiantadas!
Bora fazer seu tratamento ... um passo de cada vez, literalmente! =)

Mila disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mila disse...

Bacana você pensar assim: tão positiva e firmemente! Sou também muito determinada e acredito que ter fé é fazer acontecer, correr atrás! Como recreadora (minha 2ª profissão), já tive a oportunidade de fazer festas com crianças sem necessidades especiais junto à outras em suas cadeiras de roda; inclusive tive o prazer de conhecer um garotinho de 7 anos que, paraplégico desde bebê, até joga bola com outros garotos, de goleiro! É o poder da superação! Continue na sua caminhada, seguindo aquilo que acredita! BORA FABITO!